Literadura - Erly Welton Ricci
   
Histórico
Outros sites
UOL - O melhor conteúdo
BOL - E-mail grátis
Atire no Dramaturgo
Espelunca
Careqa
Nei Lisboa
Carlos Nejar
SobreSites - Luiz Alberto Machado
Sebo do Bactéria
Sem Futuro - Naked L
Tubaina-rock & humor
Estrela Leminski
chacal
Joca
Jornal de Poesia - Lau Siqueira
Erly Welton - Poetendo
Poesilha - Marcelo Sahea
Bressane
Cemitério de Automóveis
Escuta Zé
Vitor Ramil
Bruna Beber
Poetar com Deadline
Alice Ruiz
Fabricio Carpinejar
Poets from The Academy Of American Poets
Movimento Literatura Urgente
Neuza Pinheiro
Tanto Literatura (poesias)
Poema Show
Ferréz
Cronópios
Douglas Kim
Luana Vignon
Algaravia
Wilson Guanaes
Corpus et Anima (Loba)
Folhas de Girapemba
Blade Santa
Rodrigo Garcia Lopes
Pele da Palavra
Zoe de Camaris
Germina Literatura
Maria Esther Maciel
Outros Poemas
Palimpnóia - Euza Noronha
Revista Zunái
BLOCOS - Portal de literatura
Jairo Pereira - O Poeta
Zona Desconhecida
Loba

Votação
Dê uma nota para meu blog

 


Pingar o BlogBlogs

Escrito por Erly Welton às 20h23
[] [envie esta mensagem] []




Palavras Mágicas

(segundo Nalungiaq/Esquimó)

 

Em tempos ancestrais

quando pessoas & animais viviam na terra,

uma pessoa podia virar um animal se quisesse

e um animal podia virar um ser humano.

Às vezes eram pessoas

e às vezes animais

e não havia diferença.

Todos falavam a mesma língua.

Naquele tempo as palavras eram mágicas.

A mente humana tinha poderes misteriosos.

Uma palavra dita ao acaso

podia ter conseqüências estranhas.

De repente ela ganhava vida

e o que as pessoas queriam que acontecesse, acontecia.

Só o que era preciso era dizer.

Como explicar isso?

As coisas eram assim.


(De "Shaking the Pumpkin", antologia de Jerome Rothenberg

Tradução: Rodrigo Garcia Lopes

Fonte: In Knud Rasmussen, The Netsilik Eskimos, Report of the 5th Thule Expedition, Copenhagen, 1931.

Nota: “A xamateca Nalungiaq definia-se como “uma mulher comum”, tendo aprendido o poder das “palavras mágicas” (= poesia) com um tio, também xamã. O comum era não usar a fala ordinária e sim a linguagem dos xamãs, em que todas as coisas & seres eram chamados por nomes diferentes do que eram conhecidos. A consciência esquimó é notável por sua compreensão do processo poético básico”. (Rothenberg, SP, 405)


Texto extraído do blog 'Estúdio Realidade' (link aí do lado) do poeta  Rodrigo Garcia Lopes.

Escrito por Erly Welton às 01h43
[] [envie esta mensagem] []


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]