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Literadura - Erly Welton Ricci


Minuto


Lá vem você
Se passando por vento
Como se ninguém te visse

Lá vem você dublando pensamento
Como uma praia que se sentisse

Pra perto do risco, do riso, do início, do surf (do transe)
Das ondas das dunas do espanto

Lá onde o calar fala mais alto
E o momento comemora

Com um minuto de silêncio

(Rodrigo Garcia Lopes)



Escrito por Erly Welton às 20h52
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Manifesto

O poeta Jairo Pereira e eu estamos marcando para o próximo mês um manifesto poético em Curitiba. Deverá ser em algum bar no centro da cidade e talvez em mais algum espaço público, com leituras, música e entornadas etílicas. Convido todos os "amigos" e "inimigos" para a noitada dos "sem editora" e garanto: a qualidade é das coisas que são universais, muito além da pessoalidade desses tempos mercadológicos.



Escrito por Erly Welton às 20h48
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O poeta não sai de férias

Ademir Assunção, um dos melhores poetas que conheço, fechou sua ESPELUNCA (BLOG http://zonabranca.blog.uol.com.br/)   e avisa que talvez não volte. É uma grande pena, porque me instigava sempre a me renovar e não permitir que a mediocridade scholar invadisse minha poesia. Tomei a liberdade de tungar de lá o poema:

 

HOMELESS REZANDO DEBAIXO DA MARQUISE

 

não venha Velha Tristeza, não venha

cobrir-me com seu escuro vestido de veludo

azul, não venha

apagar as estrelas que ainda cintilam

no Céu do Abandono, não venha

 

que veneno corre no sangue?

que sol opaco é este

que trinca icebergs com dentes de nicotina?

 

não venha Velha Tristeza, não venha

com suas doses baratas de conhaque

com suas palavras cheias de armadilhas

com seu olhar paralisante, pequeno demônio

girando no centro de uma galáxia catatônica

 

já quebrei todos os espelhos, já soltei

os leopardos, já tentei dormir debaixo

dessas nuvens carregadas

 

não venha Velha Tristeza, estou avisando

não venha

(Ademir Assunção)



Escrito por Erly Welton às 20h40
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